Rússia admite ter conduzido ataques pela Ucrânia, mas nega investidas em Kiev
- redação

- 26 de nov. de 2022
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A Rússia admitiu ter conduzido ataques intensos contra o comando militar da Ucrânia e contra as instalações de energia elétrica do país, mas nega ter realizado investidas à capital Kiev.

O Ministério da Defesa russo admitiu o fato na quinta-feira, um dia após as instalações de energia e médicas terem sido atingidas em Kiev e em outras partes da Ucrânia.
O ministério negou que as forças russas tivessem atacado alvos em Kiev, e alegou que os mísseis disparados pelos sistemas de defesa aérea da Ucrânia caíram em áreas residenciais da cidade.
Dmitry Peskov, porta-voz do Kremlin, disse o seguinte: "A liderança da Ucrânia conta com todas as oportunidades para fazer com que a situação volte à normalidade, cumprindo os requisitos do lado russo".
Os ataques levaram a Ukrenergo, empresa operadora estatal ucraniana, a implementar cortes de energia de emergência em todo o país. A medida tornou a vida extremamente difícil para os habitantes, uma vez que o clima local é muito frio.
A companhia disse que sua prioridade é fornecer energia elétrica, de modo que o povo possa ter água e aquecimento. O prefeito de Kiev anunciou nas mídias sociais que o abastecimento de água já foi restaurado em toda a cidade.
O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelenskyy, descreveu os ataques da Rússia como "terrorismo energético". Em uma mensagem postada na mídia social, ele disse que sua "nação invencível vencerá todos os desafios e acabará triunfando".
A agência de inteligência do Ministério da Defesa da Ucrânia informou que a Rússia ainda possui muitos mísseis de não alta precisão. Acrescentou que a Rússia executará ataques maciços de mísseis contra a Ucrânia cerca de uma vez por semana.
A agência está alertando que Moscou continuará a atacar infraestruturas civis e hospitais, principalmente nas regiões leste e sul da Ucrânia.



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