Segurança e Saúde: Como as Prioridades dos Eleitores Impactam a Avaliação dos Prefeitos nas Eleições de 2024
- joaogabrieldantas2009
- 16 de set. de 2024
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Embora a segurança seja um tema frequente nas campanhas eleitorais de 2024, ela influencia menos a avaliação dos prefeitos em comparação com outras áreas de competência municipal, como saúde, mobilidade e zeladoria.
Pesquisa realizada pela consultoria Quaest em agosto, em 24 capitais, revela os seguintes dados (após o início das campanhas eleitorais):
Nas 8 capitais onde a segurança é a principal preocupação dos eleitores, a média de avaliação positiva dos prefeitos é de 53,7%.
Nas 10 capitais em que a saúde é a principal preocupação, essa média é de 51,6%.
Entre as 2 capitais onde os principais temas são transporte público e mobilidade, a avaliação positiva dos prefeitos cai para 38,5%.
Nas 3 capitais focadas em zeladoria, a média de avaliação positiva é de 36%.
Para Felipe Nunes, diretor da Quaest, os dados indicam que, embora a segurança pública seja vista como o principal problema nas cidades, isso não necessariamente afeta a avaliação dos prefeitos.
“Em cidades onde a zeladoria é o principal problema — um tema bastante municipalista —, observamos uma piora na avaliação do governo. Em contraste, quando a segurança é a maior preocupação, isso parece não impactar a forma como o eleitor avalia o prefeito. Isso sugere que o eleitor brasileiro está se tornando mais consciente e entendendo melhor as funções e responsabilidades dos prefeitos,” afirma Nunes.
Cenário eleitoral
Nas 8 capitais onde a segurança é a principal preocupação, 7 prefeitos estão buscando a reeleição. Dentre eles, 5 estão isoladamente na liderança das pesquisas:
Manaus: O prefeito David Almeida (Avante) liderava com 37% das intenções de voto, seguido pelo deputado federal Amom Mandel (Cidadania) com 17%.
São Paulo: O prefeito Ricardo Nunes (MDB) tinha 24%, com Pablo Marçal (PRTB) e Guilherme Boulos (PSOL) empatados com 23% e 21%, respectivamente, em um empate técnico triplo.
Recife: O prefeito João Campos (PSD) liderava com 76% das intenções de voto.
Fortaleza: O prefeito José Sarto (PDT) alcançou 18%, em um empate técnico quádruplo com Capitão Wagner (União) com 24%, e André Fernandes (PL) e Evandro Leitão (PT) com 21% cada.
Vitória: O atual prefeito Lorenzo Pazolini (Republicanos) tinha 51%, enquanto João Coser (PT) tinha 17%.
Salvador: O prefeito Bruno Reis (União) liderava com 66%, enquanto Geraldo Júnior (MDB) tinha 9% e Kleber Rosa (PSOL) 4%.
Rio de Janeiro: O prefeito Eduardo Paes (PSD) tinha 64%, seguido por Ramagem (PL) com 13%.
Entre as 10 capitais onde a saúde é a principal preocupação, 7 prefeitos estão buscando a reeleição, e 5 lideram isoladamente:
João Pessoa: O prefeito Cícero Lucena (PP) liderava com 53%, seguido por Luciano Cartaxo (PT) com 12%, Ruy Carneiro (Podemos) com 11% e Queiroga (PL) com 7%.
Maceió: O atual prefeito JHC (PL) tinha 74% das intenções de voto e liderava isoladamente, enquanto Rafael Brito (MDB) e Lobão (Solidariedade) estavam empatados com 4%.
São Luís: O prefeito Eduardo Braide (PSD) tinha 60%, enquanto Duarte Júnior (PSB) tinha 21%.
Macapá: O prefeito Dr. Furlan (MDB) tinha 91% das intenções de voto, isolado na liderança.
Goiânia: O atual prefeito Rogério Cruz tinha 4% em agosto, com a liderança sendo disputada por Adriana Accorsi (PT) com 22%, Vanderlan Cardoso (PSD) com 19% e Sandro Mabel (União Brasil) com 19%.
Campo Grande: A prefeita Adriana Lopes (PP) tinha 14%, empatada tecnicamente com Beto Pereira (PSDB) com 15% e Camila Jara (PT) com 9%, enquanto a disputa era liderada por Rose Modesto (União) com 33%.
Boa Vista: O prefeito Arthur Henrique (MDB) tinha 65% das intenções de voto, com Catarina Guerra (União) tendo 13%.
Nas 3 capitais onde a zeladoria é a principal preocupação, dois prefeitos estão buscando a reeleição, mas nenhum deles lidera isoladamente.
Outras Capitais e Metodologia das Pesquisas
Belém: O atual prefeito Edmilson Rodrigo (PSOL) tinha 15%, empatado dentro da margem de erro com Delegado Eder Mauro (PL), que tinha 23%, e Igor Normando (MDB), com 21%.
Rio Branco: O prefeito Tião Bocalom (PL) liderava com 44%, tecnicamente empatado com Marcus Alexandre (MDB), que tinha 43%.
Nas duas capitais onde o transporte público é o principal problema, os prefeitos que buscam a reeleição não lideram isoladamente:
Florianópolis: O atual prefeito Topázio (PSD) tinha 40% das intenções de voto em agosto; Dário Berger (PSDB) tinha 16% e Marquito (PSOL) 13%.
Belo Horizonte: O atual prefeito Fuad Noman (PSD) aparecia em segundo com 20%, empatado tecnicamente com Bruno Engler (PL), que tinha 16%. A liderança era de Mauro Tramonte (Republicanos) com 27%.
Em Porto Alegre, onde a enchente é o principal problema, o prefeito Sebastião Melo (MDB) tentava a reeleição com 36%, em empate técnico com Maria do Rosário, que tinha 31%.
Metodologia das Pesquisas
Aracaju: Pesquisa contratada pela TV Sergipe, com 852 entrevistas entre 23 e 25 de agosto. Margem de erro máxima de 3 pontos percentuais, registrada no TSE como SE-09990/2024.
Belém: Pesquisa pela TV Liberal, com 900 entrevistas entre 28 e 30 de agosto. Margem de erro de 3 pontos percentuais, registrada no TSE como PA-02991/2024.
Belo Horizonte (agosto): Pesquisa pela TV Globo, com 1.002 entrevistas entre 25 e 27 de agosto. Margem de erro de 3 pontos percentuais, registrada no TSE como MG-09915/2024.
Belo Horizonte (setembro): Pesquisa pela TV Globo, com 1.002 entrevistas entre 8 e 10 de setembro. Margem de erro de 3 pontos percentuais, registrada no TSE como MG-08280/2024.
Boa Vista: Pesquisa pela Rede Amazônica, com 704 entrevistas entre 24 e 26 de agosto. Margem de erro de 3,7 pontos percentuais, registrada no TSE como RR-01685/2024.
Campo Grande: Pesquisa pela Rede Matogrossense, com 852 entrevistas entre 24 e 26 de agosto. Margem de erro de 3 pontos percentuais, registrada no TSE como MS-03495/2024.
Cuiabá: Pesquisa pela Rede Matogrossense, com 852 entrevistas entre 24 e 26 de agosto. Margem de erro de 3 pontos percentuais, registrada no TSE como MT-07650/2024.
Curitiba: Pesquisa pela RPC, com 900 entrevistas entre 24 e 26 de agosto. Margem de erro de 3 pontos percentuais, registrada no TSE como PR-06447/2024.
Florianópolis: Pesquisa pela NC Comunicações, com 852 entrevistas entre 24 e 26 de agosto. Margem de erro de 3 pontos percentuais, registrada no TSE como SC-08197/2024.
Fortaleza (agosto): Pesquisa pela TV Verde Mares, com 900 entrevistas entre 19 e 21 de agosto. Margem de erro de 3 pontos percentuais, registrada no TSE como CE-04809/2024.
Fortaleza (setembro): Pesquisa pela TV Verde Mares, com 900 entrevistas entre 8 e 10 de setembro. Margem de erro de 3 pontos percentuais, registrada no TSE como CE-05405/2024.
Goiânia: Pesquisa pela Quaest, com 900 entrevistas entre 31 de agosto e 2 de setembro. Margem de erro de 3 pontos percentuais, registrada no TSE como GO-00762/2024.
João Pessoa: Pesquisa pela TV Cabo Branco, com 852 entrevistas entre 24 e 26 de agosto. Margem de erro de 3 pontos percentuais, registrada no TSE como PB-08301/2024.
Macapá: Pesquisa pela Rede Amazônica, com 704 entrevistas entre 23 e 25 de agosto. Margem de erro de 3,7 pontos percentuais, registrada no TSE como AP-00095/2024.
Maceió: Pesquisa pela TV Gazeta de Alagoas, com 900 entrevistas entre 26 e 28 de agosto. Margem de erro de 3 pontos percentuais, registrada no TSE como AL-06310/2024.
Manaus: Pesquisa pela Rede Amazônica, com 900 entrevistas entre 23 e 25 de agosto. Margem de erro de 3 pontos percentuais, registrada no TSE como AM-09882/2024.
Porto Alegre: Pesquisa pela RBS TV, com 900 entrevistas entre 24 e 26 de agosto. Margem de erro de 3 pontos percentuais, registrada no TSE como RS-09561/2024.
Porto Velho: Pesquisa pela Rede Amazônica, com 704 entrevistas entre 24 e 26 de agosto. Margem de erro de 3,7 pontos percentuais, registrada no TSE como RO-09119/2024.
Recife (agosto): Pesquisa pela TV Globo, com 900 entrevistas entre 25 e 27 de agosto. Margem de erro de 3 pontos percentuais, registrada no TSE como PE-07463/2024.
Recife (setembro): Pesquisa pela TV Globo, com 900 entrevistas entre 8 e 10 de setembro. Margem de erro de 3 pontos percentuais, registrada no TSE como PE-06977/2024.
Rio Branco: Pesquisa pela Rede Amazônica, com 704 entrevistas entre 23 e 25 de agosto. Margem de erro de 3,7 pontos percentuais, registrada no TSE como AC-04219/2024.
Rio de Janeiro (agosto): Pesquisa pela TV Globo, com 1.140 entrevistas entre 25 e 27 de agosto. Margem de erro de 3 pontos percentuais, registrada no TSE como RJ-08084/2024.
Rio de Janeiro (setembro): Pesquisa pela TV Globo, com 1.140 entrevistas entre 8 e 10 de setembro. Margem de erro de 3 pontos percentuais, registrada no TSE como RJ-05862/2024.
Salvador: Pesquisa pela TV Bahia, com 900 entrevistas entre 24 e 26 de agosto. Margem de erro de 3 pontos percentuais, registrada no TSE como BA-07361/2024.
São Paulo (agosto): Pesquisa pela TV Globo, com 1.200 entrevistas entre 25 e 27 de agosto. Margem de erro de 3 pontos percentuais, registrada no TSE como SP-08379/2024.
São Paulo (setembro): Pesquisa pela TV Globo, com 1.200 entrevistas entre 8 e 10 de setembro. Margem de erro de 3 pontos percentuais, registrada no TSE como SP-09089/2024.
São Luís: Pesquisa encomendada pela TV Mirante, com 852 entrevistas entre 6 e 8 de setembro. Margem de erro de 3 pontos percentuais, registrada no TSE como MA-08174/2024.
Vitória: Pesquisa pela Rede Gazeta, com 852 entrevistas entre 25 e 27 de agosto. Margem de erro de 3 pontos percentuais, registrada no TSE como ES-08003/2024.



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