Polícia Argentina enfrenta manifestantes do lado de fora do Congresso; Motivo é Oposição ao megaprojeto de lei proposto por Javier Milei.
- redação

- 12 de jun. de 2024
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O governo argentino, através de uma publicação no X, alegou que indivíduos descritos como "terroristas" tentaram realizar um golpe de Estado durante protestos em frente ao Congresso na quarta-feira (12). Os manifestantes entraram em confronto com a polícia enquanto expressavam sua oposição ao megaprojeto de lei proposto por Javier Milei. Este projeto concederia poderes especiais a Milei para governar por decreto em várias áreas, permitindo a dissolução de organismos públicos, privatizações de empresas estatais, alterações nas leis trabalhistas e incentivos fiscais para empresas estrangeiras interessadas em investir no país.

Na declaração oficial, o escritório da Presidência argentina afirmou que grupos armados com "paus, pedras e até granadas" tentaram realizar um golpe de Estado, interrompendo o funcionamento normal do Congresso.
A ministra da Segurança, Patricia Bullrich, também se manifestou, enfatizando que as forças de segurança responderam aos ataques com pedras e fogos de artifício com prontidão. Ela afirmou que todos os responsáveis por incendiar um veículo de uma estação de rádio serão punidos severamente.

Enquanto o projeto de lei estava sendo discutido no Senado, ocorreram atos de violência, incluindo incêndios em carros e lixeiras, além de manifestantes lançando pedras e garrafas contra policiais, que responderam com gás lacrimogêneo, canhões de água e balas de borracha para dispersar a multidão.

Segundo relatos da Todo Notícias, uma rede afiliada da CNN, houve feridos e detidos durante os confrontos.
O megaprojeto de lei de Milei, conhecido como "Lei de Bases e Pontos de Partida para a Liberdade dos Argentinos", foi apresentado nos primeiros dias do governo de Milei. Inicialmente, o projeto continha 664 artigos, mas após negociações políticas, a versão aprovada pela Câmara incluiu apenas 232 artigos.

Entre as medidas propostas estão a declaração de uma "emergência pública" em diversas áreas administrativas, econômicas, financeiras e energéticas por um ano, o que concederia ao Poder Executivo a capacidade de legislar nessas áreas sem a necessidade de aprovação do Congresso.

No entanto, o governo teve que fazer concessões em alguns pontos para garantir a análise do projeto pelo Senado, incluindo a exclusão de empresas estatais como a Aerolíneas Argentinas, Radio y Televisión Argentina (RTA) e Correo Argentino do plano de privatizações. Além disso, foram eliminadas propostas relacionadas à reconfiguração da moratória previdenciária e à criação de um Benefício de Aposentadoria Proporcional para aqueles que atingiram a idade de aposentadoria, mas não cumpriram os requisitos de contribuição exigidos.



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