Pastor com 457 mil seguidores é preso por compartilhar pornografia infantil em operação policial
- redação

- 4 de jul. de 2024
- 2 min de leitura
Com 457 mil seguidores nas redes sociais, o pastor evangélico Agnaldo Roberto Betti, de 58 anos, foi preso em flagrante nesta quarta-feira (3) durante uma operação conjunta das polícias Federal e Militar, acusado de compartilhar vídeos de pornografia infantil.
Segundo a PM, o líder religioso é membro da igreja evangélica Assembleia de Deus Ministério Belém e administra um canal no YouTube onde oferece aulas bíblicas, inclusive para jovens.

Pastor Agnaldo Roberto Betti, de Valinhos (SP), suspeito de compartilhar pornografia infantil — Foto: Reprodução/YouTube
A Assembleia de Deus Ministério Belém repudiou "veementemente qualquer comportamento que contrarie os princípios e regras de fé da Bíblia Sagrada e, especialmente, que implique em violação da infância". A igreja informou que o pastor foi suspenso do quadro de membros e do cargo até que os fatos sejam devidamente apurados. A defesa do pastor não foi localizada.
Em 2012, Agnaldo Roberto Betti foi homenageado pela Câmara Municipal de Campinas (SP) com o Diploma de Mérito Cristão “Pastor João Batista de Sá” por seus serviços no campo da evangelização e educação cristã.
A Polícia Militar informou que o pastor foi surpreendido em sua casa enquanto acessava os conteúdos ilícitos por meio de um aplicativo. Ele tentou deletar os arquivos, mas não conseguiu. De acordo com a Polícia Federal, ele já havia sido indiciado neste ano pelo mesmo delito, mas continuou a adquirir e compartilhar vídeos e imagens de violência sexual infantojuvenil.

A prisão de Betti faz parte da Operação Escudo da Inocência, que visa proteger crianças e adolescentes vítimas de abuso sexual. Após os procedimentos legais, ele foi encaminhado ao sistema penitenciário, onde aguardará os trâmites da 9ª Vara Federal de Campinas.
A igreja Assembleia de Deus Ministério Belém esclareceu que, embora Betti integrasse o quadro de membros, ele não exercia funções pastorais desde março de 2017, mantendo um ministério pessoal itinerante e um canal na internet.
A igreja afirmou que desconhecia qualquer investigação anterior envolvendo o pastor e informou que ele está suspenso do rol de membros e do cargo eclesiástico até a apuração definitiva dos fatos. A diretoria da igreja se solidarizou com as vítimas e a família do envolvido, pedindo que todos sejam mantidos em orações.



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