Israel resgata 4 reféns vivos em Gaza, 8 meses após ataque do Hamas
- redação

- 9 de jun. de 2024
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Primeiro-ministro Netanyahu visita reféns no hospital e reafirma compromisso de trazer sequestrados de volta.
As forças de segurança de Israel conseguiram libertar quatro reféns que estavam retidos na Faixa de Gaza, parte do grupo sequestrado pelo Hamas em 8 de outubro de 2023. A notícia tão aguardada pelo país provocou lágrimas em um apresentador de televisão ao vivo. Em um vídeo divulgado pelo exército israelense, é possível testemunhar o momento emocionante em que três reféns, escoltados por soldados, se aproximam de um helicóptero militar pronto para decolar
Vídeo mostra momento do resgate de reféns israelenses. — Foto: Reprodução
O ministro da defesa, Yoav Gallant, disse que as forças especiais estavam sob fogo pesado num dos ambientes urbanos mais complexos de Gaza: o campo de refugiados de Nuseirat, na região central do território palestino, alvo de pesados bombardeios desde o início da guerra
Um oficial da unidade de combate ao terrorismo morreu na operação. "Foi uma missão de alto risco", disse o porta-voz dos militares.
Em uma praia em Tel-Aviv, a notícia do resgate, anunciada no alto falante do guarda-vidas, foi recebida com gritos de alívio e aplausos.
Outras magens divulgadas pelo exército mostram Noa Argamani, que fez 26 anos em cativeiro, entrando num helicóptero - o início do fim do sofrimento dela.
O ministro da defesa, Yoav Gallant, relatou que as forças especiais enfrentaram intenso fogo em um dos ambientes urbanos mais desafiadores de Gaza: o campo de refugiados de Nuseirat, situado na região central do território palestino, que tem sido alvo de bombardeios pesados desde o início do conflito.
Durante a operação, um oficial da unidade de combate ao terrorismo perdeu a vida. O porta-voz das Forças Armadas descreveu a missão como altamente arriscada.
Enquanto isso, em uma praia de Tel Aviv, a notícia do resgate, anunciada através do alto-falante do guarda-vidas, foi recebida com gritos de alívio e aplausos.
Imagens adicionais divulgadas pelo exército mostram Noa Argamani, que completou 26 anos enquanto estava em cativeiro, embarcando em um helicóptero - marcando o início do fim do seu sofrimento.
Andrey Kozlov, 27 anos, e Almog Meir, 21, desceram do helicóptero em solo israelense, radiantes de felicidade. Shlomi Ziv, 40 anos, expressou sua gratidão ao beijar o soldado que o acompanhava. No hospital, após 246 dias sob o controle do Hamas, os quatro foram recebidos com amor pelas famílias. O médico assegurou que todos estão em condições de saúde estáveis.
No domingo (9), a mãe de Almog comemorou seu aniversário com o melhor presente que poderia desejar: ter seu filho de volta, são e salvo.
O pai de Noa esperou pacientemente por oito longos meses para finalmente abraçar sua filha, o primeiro de muitos momentos emocionantes.
A mãe de Noa, que batalhou incansavelmente desde o início pela libertação de sua filha, enfrenta uma batalha contra um câncer cerebral terminal. Durante meses, ela implorou aos terroristas para que libertassem sua filha.
"Quero ver minha filha mais uma vez. Quero falar com ela mais uma vez", repetia incessantemente. Hoje, finalmente, seu desejo se realizou.
Noa, Andrey, Almog e Shlomi foram sequestrados durante um festival de música eletrônica no sul de Israel. Naquele 7 de outubro, 1.200 pessoas foram brutalmente assassinadas, incluindo crianças e idosos.
A cena de Noa sendo arrancada do lado do namorado e levada por terroristas em uma moto, enquanto gritava "não me matem", chocou o mundo.
"Seja bem-vinda de volta ao seu lar", disse o presidente de Israel, Isaac Herzog, por telefone.
O primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu, visitou o hospital, encontrou-se com cada um dos agora ex-reféns, e reiterou a promessa de trazer de volta aqueles ainda mantidos em Gaza, incluindo o namorado de Noa.
Mais tarde, em uma coletiva de imprensa, descreveu o dia como emocionante para todos os cidadãos de Israel.
A operação de hoje reforça a estratégia de Netanyahu de priorizar a ação militar contra o Hamas, afirmando que Israel está no caminho certo. Essa postura contrasta com a de países aliados, como o Reino Unido, que têm aumentado a pressão por um acordo de cessar-fogo.
As famílias dos reféns também protestaram. Uma multidão se reuniu nas ruas de Tel Aviv no início da noite para expressar sua insatisfação com o governo.
Enquanto isso, o porta-voz do braço armado do Hamas afirmou que outros reféns foram mortos na operação israelense desta manhã. Israel não comentou a declaração.
Operação Israelense em Gaza. — Foto: Reprodução
Ao longo do dia, imagens da devastação em Nuseirat emergiram. De acordo com médicos locais, pelo menos noventa e três palestinos perderam suas vidas. Não há confirmação sobre quantos deles eram combatentes.
O presidente da Autoridade Palestina, Mahmood Abbas, condenou a ação israelense e solicitou uma reunião de emergência do Conselho de Segurança das Nações Unidas.






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