Ibovespa acompanha bom-humor externo e opera em alta nesta segunda
- redação

- 18 de mai. de 2020
- 3 min de leitura
Do CNN Business*
18 de Maio de 2020 às 10:12 | Atualizado 18 de Maio de 2020 às 10:37

Funcionário caminha pelos corredores da B3 Foto: Leonardo Benassatto/Reuters
Acompanhando o bom-humor dos investidores no exterior, mas ainda diante de incertezas sobre o cenário político do Brasil, o Ibovespa abriu em alta nesta segunda-feira (18). Por volta das 10h10, o principal índice da bolsa de valores brasileira operava com crescimento de pouco mais de 1%, aos 78.380 pontos. Já às 10h30, a bolsa disparou para os 3%, de volta aos 80 mil pontos.
Entre os assuntos que devem permanecer no radar dos investidores da B3 nesta manhã, o ministro Celso de Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), deve assistir hoje ao vídeo da reunião ministerial do dia 22 de abril para decidir sobre o possível levantamento, total ou parcial, do sigilo da gravação.
A reunião é considerada uma das principais provas apontadas pela defesa do ex-ministro da Justiça e Segurança Pública Sergio Moro para confirmar a acusação feita por ele de que o presidente Jair Bolsonaro tentou pressioná-lo a fazer mudanças no comando da Polícia Federal (PF), ameaçando-o de demissão. O presidente nega.
Além disso, a PF anunciou, no domingo (17), a abertura de um inquérito para apurar as acusações feitas pelo empresário Paulo Marinho, suplente do senador Flávio Bolsonaro, sobre suposto vazamento e atraso de uma operação contra uma pessoa próxima ao então candidato à presidência Jair Bolsonaro.
Ainda no âmbito das tensões no governo, segue a indefinição sobre o comando do Ministério da Saúde após o pedido de demissão de Nelson Teich, com menos de um mês à frente do cargo, justo no momento em que o Brasil superou 16 mil mortes por Covid-19 e governadores avaliam a implementação de lockdown.
Há pouco divulgado, o resultado do boletim Focus, emitido pelo Banco Central (BC), pode influenciar as negociações do dia. Pela terceira semana seguida, os economistas consultados reduziram a perspectiva para a taxa básica de juros, a Selic, chegando agora a 2,25%, de 2,50%.
Desta vez, a perspectiva de contração da economia brasileira para o ano de 2020 ultrapassou 5%. O levantamento semanal apontou que a expectativa agora é de que o Produto Interno Bruto (PIB) encolha 5,12% até o fim do ano, de uma queda de 4,11% estimada antes. Para 2021, segue o cenário de um crescimento de 3,20%
Lá fora
No exterior, os mercados acionários subiam e os preços do petróleo alcançaram o nível mais alto em mais de trinta dias, conforme os principais centros do surto de coronavírus no mundo, entre eles Nova York e regiões da Itália e da Espanha, afrouxam gradualmente as restrições de movimentação de pessoas.
Em Wall Street, os futuros dos índices acionários americanos subiam com ganhos generalizados entre os setores, de automóveis a petróleo, com investidores alimentando as esperanças de uma recuperação econômica global.
As ações das principais bolsas da China encerraram o pregão em alta, depois de dados sobre os preços dos imóveis, que subiram em abril. Mas as renovadas tensões comerciais entre Pequim e Washington, além da ameaça de uma segunda onda de coronavírus, limitaram os ganhos. O índice que reúne as maiores companhias listadas em Xangai e Shenzhen, avançou 0,26%, enquanto o índice de Xangai subiu 0,24%.
Na zona do euro, os índices saltavam após sua pior semana em dois meses, com os investidores esperando por uma recuperação econômica gradual. As gigantes de energia Total, BP e Shell subiam quase 6% no início da manhã, liderando os ganhos do mercado, à medida que os preços do petróleo saltavam mais de US$ 1 por barril, apoiados por cortes de produção e sinais de recuperação gradual da demanda. Por volta das 7h55 do horário de Brasília, o índice FTSEEurofirst subia 2,03%, a 1.309 pontos, enquanto o pan-europeu STOXX ganhava 2,04%, a 335 pontos.
*Com informações da Reuters



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