Falha Global na Segurança Cibernética: Interrupção Afeta Microsoft, Companhias Aéreas e Bancos"
- joaogabrieldantas2009
- 19 de jul. de 2024
- 2 min de leitura
O mundo está enfrentando uma grande interrupção cibernética global desde a manhã desta sexta-feira (19), causada por uma falha em um sistema de segurança da empresa norte-americana CrowdStrike. A empresa informou que sua ferramenta de detecção de invasões, Falcon, apresentou um problema durante uma atualização de software.
Especialistas acreditam que esse erro na atualização pode ter desencadeado o apagão global observado.

Tela azul da morte — Foto: REUTERS/Bing Guanimagem : reproduçao Internet
A Microsoft foi uma das empresas afetadas, resultando na interrupção de todos os seus serviços. Usuários em todo o mundo relataram nas redes sociais que, ao iniciar seus computadores, o sistema Windows travava, exibindo a temida "tela azul". Isso ocorreu porque a Microsoft utiliza o software de computação em nuvem Azure, que é alimentado pela ferramenta Falcon da CrowdStrike.
A computação em nuvem é um serviço de armazenamento utilizado por empresas para gerenciar grandes volumes de dados, como informações de clientes. Além da Microsoft com o Azure, outras grandes empresas de tecnologia, como Google e Amazon, oferecem soluções semelhantes.
Por volta das 8h10 (horário de Brasília), a Microsoft anunciou que a falha havia sido resolvida, embora problemas residuais ainda pudessem ocorrer. O site Downdetector, que monitora interrupções digitais, relatou que reclamações sobre aplicativos da Microsoft começaram a
surgir na noite de quinta-feira (18).

eclamações de acesso a aplicativos da Microsoft — Foto: Reprodução/Downdetector
Nesta manhã, a Microsoft confirmou que vários serviços afetados, incluindo Microsoft Defender, Microsoft Defender para Endpoint, Microsoft Intune, Microsoft OneNote, OneDrive, SharePoint Online, Windows 365 e Viva Engage, já estavam funcionando novamente. A empresa recomendou que clientes com problemas contínuos entrassem em contato com a CrowdStrike para assistência adicional.
De acordo com a agência de notícias Reuters, qualquer cliente que ligasse para a CrowdStrike ouviria a mensagem: "Obrigado por entrar em contato com o suporte da CrowdStrike. Estamos cientes dos relatos de falhas." O CEO da CrowdStrike, George Kurtz, afirmou no X que o problema com a atualização já foi identificado e isolado, e uma correção foi implementada.
Thiago Ayub, diretor de tecnologia da Sage Networks, explicou que para uma empresa ser afetada pelo problema com o Falcon, seria necessário que ela fosse usuária de sistemas Windows, cliente da CrowdStrike e tivesse autorizado a atualização do software.
Hiago Kin, presidente da Associação Brasileira de Segurança Cibernética, ressaltou a importância de processos rigorosos de teste e validação para atualizações de software, especialmente em produtos de segurança cibernética com uso global. Ele destacou a necessidade de testes exaustivos em ambientes de pré-produção para evitar regressões e garantir a integridade das funcionalidades existentes.
O Escritório Federal Suíço de Segurança Cibernética (BACS) atribuiu a falha a uma atualização ou configuração incorreta da CrowdStrike, o que resultou em interrupções tecnológicas internacionais. O site The Verge também apontou a CrowdStrike como responsável pelo apagão global.
Companhias aéreas dos Estados Unidos, como American Airlines, United e Delta, suspenderam todos os voos, sem previsão de retomada. No Brasil, usuários relataram que aplicativos bancários estão fora do ar. A CrowdStrike, por sua vez, ainda não confirmou se o apagão global está diretamente relacionado à falha em seu sistema, mas o CEO da empresa pediu desculpas pela falha técnica na atualização do Falcon em uma entrevista ao canal de televisão norte-americano NBC.



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