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Estudo francês que recomendava hidroxicloroquina para tratamento de Covid-19 é retirado do ar

Autores da pesquisa, criticada pela comunidade científica, pediram para que ela não seja citada em trabalhos acadêmicos.



Teste de coronavírus em laboratório — Foto: Divulgação/Governo de São Paulo


O grupo de autores do estudo francês que recomendava o uso de hirdoxicloroquina e azitromicina para o tratamento de pacientes de Covid-19 tirou o trabalho do ar e pediu que a pesquisa não seja mais citada em outros trabalhos clínicos e acadêmicos.


Liderados pelo médico Benjamin Davido, os pesquisadores foram os primeiros a recomendar a combinação de medicamentos aos internados pelo novo coronavírus.

O trabalho ganhou grande projeção por ser pioneiro em apontar um remédio supostamente eficaz contra a doença e levar líderes mundiais como o presidente americano, Donald Trump, e o brasileiro, Jair Bolsonaro, a defender o uso desse medicamento contra a Covid-19.

Mas, desde o início, o trabalho teve a metodologia e o grupo reduzido de pacientes – apenas 30 – amplamente criticado pela comunidade científica. Críticos alertaram sobre a necessidade de análises mais aprofundadas e sobre os efeitos colaterais do remédio, como a arritmia cardíaca.

O grupo voltou atrás depois da publicação de um robusto estudo nesta sexta-feira (22), na revista médica The Lancet, que não encontra relação de eficácia em pacientes medicados pela cloroquina durante o tratamento da Covid-19. Os resultados, inclusive, sugerem piora a quem recorre ao tratamento. "Os autores retiraram do ar o manuscrito e gostariam que ele não fosse citado [em novos trabalhos de pesquisa]", diz o texto. "Por conta da controvérsia sobre a hidroxicloroquina e da natureza de seu estudo, eles gostariam de avaliar o manuscrito após revisão metodológica."

 
 
 

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