Empresária Descobre Sucuris na Água Durante Viagem e Biólogo Explica Fenômeno Inusitado
- joaogabrieldantas2009
- 13 de set. de 2024
- 2 min de leitura

A empresária Gabriella Oliveira, de 24 anos, ganhou destaque nas redes sociais depois de uma revelação surpreendente feita a partir de fotos de uma viagem à Chapada dos Veadeiros, em Alto Paraíso de Goiás, na região nordeste do estado. Um seguidor notou e alertou Gabriella sobre a presença de algo que parecia cobras na água da cachoeira onde ela estava (veja o vídeo acima).
Gabriella compartilhou seu choque ao descobrir nas fotos a presença de cobras. “Fiquei aterrorizada ao ver as cobras nas imagens. Durante a visita, não percebi nada e andamos pelas pedras tranquilamente. Se eu tivesse visto essas cobras tão perto de mim, certamente entraria em pânico, especialmente porque estou grávida”, disse Gabriella.
O registro foi feito no feriado de 7 de setembro, na Cachoeira Loquinhas. O vídeo também revela uma cobra escondida entre folhas, que foi capturada durante a trilha até a cachoeira, indicando que não estava na água. O g1 consultou dois biólogos para analisar as imagens. Um dos especialistas afirmou que as imagens mostram cobras na água, enquanto o outro acredita que se tratam de meros reflexos. Confira as fotos abaixo.

Cobra na cachoeira?
O biólogo Edson Abrão informou ao g1 que o animal avistado na água era uma sucuri, possivelmente das espécies amarela ou verde. Após analisar o vídeo, Edson sugeriu que as cobras poderiam ser filhotes de sucuri, possivelmente em processo de troca de pele.
“Elas preferem águas cristalinas porque a luz solar ajuda na absorção de calor. Como animais pecilotérmicos, elas precisam de uma temperatura mais alta para regular seu equilíbrio corporal e metabolismo”, explicou Edson.
Ao contrário de aves e mamíferos, que são animais homotérmicos e mantêm uma temperatura corporal constante independentemente do ambiente, as cobras ajustam sua temperatura conforme o ambiente ao redor. Edson destacou que as sucuris se alimentam de pequenos répteis, peixes, anfíbios e mamíferos. “Não são serpentes agressivas.
Naturalmente, elas se defendem se forem provocadas, podendo morder ou tentar se enrolar. Devemos sempre respeitar seu habitat”, concluiu Edson.
Troca de pele
O biólogo esclareceu que, normalmente, as serpentes trocam de pele fora da água, mas as sucuris têm a capacidade de realizar esse processo dentro da água também. A troca de pele é crucial para o crescimento do animal, pois a pele antiga atua como uma camada restritiva que limita o corpo, necessitando ser substituída periodicamente.
“Quando é uma serpente jovem, essa pele é trocada de 30 a 60 dias. Quando é uma serpente adulta, em duas e três vezes no ano. Achei muito bacana, porque eu nunca tinha visto uma sucuri fazer a troca de pele na água, achei sensacional”, pontuou.
Conscientização
Edson Abrão destacou a importância de preservar as serpentes e outros animais silvestres.“Ali é o habitat dele, é a casa dele, não é o nosso lugar. Temos que garantir a preservação do animal, não atacar, não matar o animal. A cobra é muito importante, extremamente importante à natureza, inclusive para manter o equilíbrio ecológico”, reforçou.
Ele também alertou sobre os perigos de manusear serpentes. “Podem acontecer acidentes com adultos e crianças. Nesse caso aí, a sucuri não tem peçonha, mas morde, pode dar infecção. Pode, às vezes, tentar apertar a vítima naquele processo de constrição. É importante não incomodar o animal”, finalizou.



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