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6 capitais que concentram 45% das mortes por Covid-19 flexibilizam quarentena;

São Paulo, Rio, Fortaleza, Belém, Manaus e Recife exibem curvas de casos e mortes ascendentes, mas autoridades argumentam queda na ocupação das UTIs.



Enterro de vítimas de coronavírus no Cemitério do Cajú, no Rio de Janeiro, em 2 de junho — Foto: Saulo Angelo/Futura Press/Estadão Conteúdo


As seis capitais brasileiras que concentram 45% das mais de 34 mil mortes causadas pelo novo coronavírus iniciaram planos de flexibilização da quarentena nesta semana.

Especialistas, no entanto, apontam negligência nessa iniciativa. Observam que, embora prefeituras e governos estaduais usem como argumento a queda das taxas de ocupação em UTIs, as curvas de casos e de óbitos estão ascendentes.


Nesta quinta-feira (4), o Brasil bateu novo recorde com a confirmação de 1.471 mortes em 24 horas, segundo dados levantados pelo G1 com as secretarias de saúde dos estados.


6 capitais concentram 45% das mortes no Brasil

Em todo Brasil, foram confirmadas 34.072 mortes até 4 de junho.

A última capital a iniciar a flexibilização foi São Paulo, onde concessionárias e escritórios reabriram com atendimento limitado a 4h por dia nesta sexta-feira (5).

Na segunda-feira (1°), Belém, Fortaleza, Manaus e Recife começaram a aplicar seus planos de abertura gradual.


E, na terça-feira (2), o Rio tomou as primeiras medidas para sair da quarentena. Entre as medidas de afrouxamento do isolamento social na cidade estão atividades esportivos nos calçadões e no mar, além do funcionamento de lojas de móveis e decoração e de concessionárias de automóveis.


Nessas seis cidades já foram confirmadas mais de mil mortes pela Covid-19, e todas elas ainda apresentam curvas ascendentes de casos e mortes, mas as prefeituras argumentam que o número de mortes diárias está desacelerando e que a lotação dos leitos de UTI está estável ou baixando. Tais fatores justificariam o início de uma "abertura gradual".


Curva de mortes nas capitais com mais de mil mortes por Covid-19

Veja abaixo o avanço das mortes em números absolutos e, em seguida, em números relativos (por 100 mil habitantes).


Fonte: Secretarias estaduais de Saúde.


Pesquisadores, infectologistas e outros profissionais de saúde que acompanham a pandemia do coronavírus desde o início defendem manter as regras de isolamento social por mais tempo para tentar segurar a curva de crescimento dos casos e mortes.

Veja os argumentos prós e contra à flexibilização da quarentena em cada uma das capitais até esta sexta-feira (5).



 
 
 

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